Metal Arretado por Rubens Matos
::. Apenas mais uma homenagem a Dio
Este não seria o espaço mais adequado para o assunto, já que o objetivo principal do blog é o Heavy Metal no Nordeste do Brasil. Também sei que já passaram duas semana da morte de Dio e que nesse meio tempo houve uma centena de notícias, declarações e homenagens nos mais diversos meios de comunicação, da TV aos blogs e micro-blogs da Internet. Porém, é impossível ficar “mudo” diante desse momento importante para todos que seguem esse estilo chamado Heavy Metal.
Até onde consigo lembrar, Dio é o primeiro GRANDE nome a morrer dentre aqueles que participaram das origens do Metal. Pois é, para um estilo que já tem pelo menos uns 40 anos de existência, parece estranho isso. Praticamente todas as grandes figuras que construíram a história do metal ainda estão de pé: Ozzy, Tonny Iomi, Geezer Buttler, Bill Ward estão por aí vivinhos, vivinhos. Na lista dos vivos (e quase ativos) também estão os caras do Led Zeppelin, com exceção do baterista John Bonham que bem que ainda podia estar por aqui (morreu afogado no próprio vômito, segundo dizem…). Judas Priest, Iron Maiden, Twisted Sister, Venom, … Praticamente todos continuam na ativa, assim como Dio que tinha ainda pela frente vários shows com o Heaven and Hell (codinome: Black Sabbath sem Ozzy).
Andre Matos falou muito bem dessa sensação: “Todos nos orgulhávamos de que o metal parecesse imortalizado na figura de Ronnie. Sempre foi um alento para qualquer vocalista saber que poderíamos envelhecer como Dio -- e com a voz intocada! Mas nesse caso, nem mesmo Deus (Dio, em italiano) é imortal. A hora chegou para o nosso ancião”.
Claro que já houveram algumas perdas memoráveis: Pantera, Metallica, Type O’Negative, X-Japan e outras bandas que marcaram ou fundaram determinados gêneros do Metal já perderam integrantes. Mas com certeza nada perto do que Dio representou.
Coloco aqui os vídeos de duas músicas das mais famosas e emblemáticas dele, em sua carreira solo, e da famosa Heaven and Hell do Black Sabbath.
Rainbow in the Dark
Holy Diver
Heaven and Hell
E música boa se conhece assim: Ouvi Holy Diver pela primeira vez num cover, num show, acho que da banda Tempest. Achei a música sensacional, mesmo antes de saber que era do Dio, de quem eu ainda conhecia pouca coisa na época.
O Live’N'Aid é outro exemplo do que Dio era capaz de fazer, e do respeito que ele tinha entre os músicos do Hard Rock/ Heavy Metal. Vídeo fantástico que descobri graças ao blog do Andreas Kisser, e que foi postado antes mesmo da homenagem que ele fez em seu blog.
Vida longa à obra de Ronnie James Dio. Termino com o símbolo dos chifrinhos, que ele imortalizou para o Heavy Metal (e hoje banalizado, feliz ou infelizmente…) \m/
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::. Cobertura do show do Megadeth: extras
Desde que se começou a anunciar que a turnê do Megadeth passaria por Recife vi muitas reações de êxtase, de fãs ansiosos por ver de perto mais uma grande banda do rock mundial. Mas, como sempre, também teve gente reclamando, dizendo que a vinda do Megadeth seria apenas um consolo pelos produtores locais não terem conseguido trazer o Metallica, que passou recentemente por outras cidades do Brasil. Façam-me o favor! Acho que pra qualquer fã verdadeiro de heavy metal o Megadeth é muitíssimo mais do que um consolo por não ter o Metallica. São bandas de mesmo nível e carreiras igualmente respeitáveis. Talvez a diferença esteja apenas no lado “mainstream” da história, de quem conseguiu mais visibilidade na mídia, e ponto final.

Partindo pro que interessa: chegada a noite, me dirigi ao Clube Português do Recife, para fazer a cobertura deste que até então é o maior show de Heavy Metal do ano na cidade, e sendo mais abrangente, no Nordeste também. Às 20 horas a entrada do local se encontrava completamente lotada. Todos à espera da abertura dos portões, marcada para as 20:30. Aparentemente já havia gente esperando desde a tarde. Como era de se esperar havia vans com fãs que vieram de outras cidades, como Aracaju, João Pessoa e Natal. Procurei alguém da produção para que eu pudesse adentrar o local antes da abertura dos portões, como a assessoria de comunicação do show havia indicado, mas ninguém estava por perto pra autorizar minha entrada. Fiquei então esperando junto com a multidão, que já ficava impaciente com a aproximação das 21 horas e nada de abrirem os portões. Algumas pessoas, no alto da impaciência, chegaram a se pendurar no portão e balançá-lo, atitude lamentável, mas que felizmente não causou danos a ninguém. Aproximadamente às 21:10 os portões foram abertos e a galera entrou sem maiores problemas, apenas a correria dos primeiros da “fila”, que queriam garantir um lugar bem próximo do palco.
Logo ao passar pelas catracas do clube, notei que havia sido “passado pra trás”, pelo comunicado oficial de que mesmo a imprensa credenciada não poderia entrar com câmeras fotográficas. Fui um dos poucos que seguiu a determinação. Não levei câmera, por já ter experimentado a sensação de ter a câmera barrada no Abril Pro Rock 2009. Porém, desta vez tinha gente de vários veículos de comunicação, fora o público comum, com câmeras de todos os tipos, inclusive de vídeo, como pode ser comprovado pelos trechos de “Tornado of Souls” e “Holy Wars… The Punishment Due” em alta qualidade, postados no Youtube:
Por esse motivo, o review que escrevi e publiquei anteriormente foi só textual mesmo, com exceção das fotos que mostro referenciadas de outros sites. Também queria ter participado da entrevista coletiva com o David Ellefson, baixista e co-fundador do Megadeth, mas infelizmente não deu. A volta de Ellefson dá um sabor especial à turnê. Sua importância para a banda demonstra-se tanto no palco como fora dele, sendo quase um porta-voz durante essa turnê. Também queria ter ouvido “À Tout Le Monde” ao vivo, e pegado uma das milhares de palhetas, e … vamos parar de “querias” por aqui, porque o show foi tão bom que nem faz sentido querer algo mais!
Quem quiser ver o setlist do show, vá identificando pelo meu review, ou acesse o setlist.fm. Um dos fatos curiosos do show foi a fraca resposta do público no momento em que Mustaine tentou puxar o refrão de “Head Crusher“. Essa música botou o Megadeth na disputa pelo Grammy esse ano. Mustaine chegou a falar sobre essa fraca resposta para HeadCrusher nos shows da turnê americana. No entanto, ele também comentou que os fãs no México e no Brasil receberam a música bem, poucos dias depois de ter feito o show em Recife. Sinal que lá pelos Estados Unidos a coisa foi bem pior.
Sinceramente, acho que outras músicas do Endgame devem funcionar melhor ao vivo, como “This Day We Fight” e “Bite the Hand“. São duas músicas desse excelente álbum que com certeza poderiam ser encaixadas nessa turnê, no lugar das outras duas que vêm sendo executadas. Provavelmente na Europa, que deve receber a turnê do Endgame mesmo, eles sentirão se isso é verdade.
Felizmente, nós aqui no Brasil tivemos o privilégio de receber a turnê do Rust In Peace. Ainda bem que em 6 meses Dave Mustaine mudou bastante de ideia, sobre o aniversário do Rust In Peace, como podemos ver numa certa entrevista feita em 2009. Ou ao menos viu que pra comemorar não precisava reunir-se novamente com (todos) os seus ex-desafetos. Como diz o ditado, nunca diga nunca…
Que venham agora outros shows de grande nível. Blaze Bayley já tocou semana passada no Abril Pro Rock. A banda de hard rock UFO já está confirmada para o mês de maio e dizem que o Scorpions deve passar por aqui no segundo semestre, em sua turnê de despedida, o que é bem provável. O site Recife Rock! divulgou uma lista dos shows do ano, confirmados ou não, e incluindo coisas mais pop, como Abba e The Cranberries. É bom ficar de olho, que ainda deve ter muita coisa boa passando por Recife.
Um abraço e até o próximo relato arretado.
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::. O lado extremo de Sergipe: parte 2.5
Depois de um bom tempo sem escrever, cá estou de volta. E nesse meio-tempo surgiu uma novidade que me fez adiar a parte 3 dessa série “O lado extremo de Sergipe”. Descobri que a Litania Ater, sobre a qual comentei no último post, já havia lançado no fim de 2009 mais uma demo, chamada Maithuna Sadhana (termo de origem hindu, referente a rituais ou à atividade sexual). O trabalho mantém a qualidade do anterior, acho até que melhorando os vocais limpos. A primeira música, Emimetara, é uma boa surpresa, instrumental, apenas com teclado e alguns instrumentos de sopro (será que reais?).
Prazer Eterno e Maithuna Sadhana são os destaques, ao meu ver, mas as outras músicas estão quase no mesmo nível. Continuam os riffs excelentes, com variações do thrash ao mais sombrio, mas agora com duas guitarras. Aeternus Actus Ater Corpus é o mais novo integrante, assumindo a segunda guitarra. A bateria vai da “metralhadora” característica do black às partes mais lentas do doom.
Embora o som dessa demo até esteja bom em comparação à muitas por aí, acho que à Litania Ater atualmente só faltam uma gravação e produção mais profissionais, porque criatividade e técnica os caras tão demonstrando ter.
Segundo informações divulgadas no Metal Archives essa demo será (ou foi) lançada na Europa pelo selo “Le Crépuscule du Soir” com distribuição na França. Porém, o mesmo site informa que atualmente a banda só é formada pelo guitarrista Cathal Dallan, ou seja, o baterista/vocalista e o baixista (que também cantava) teriam saído.
Pelo que foi colocado no site da banda e na sua comunidade no Orkut, o terceiro material já está a caminho, e seu nome seria “Gehenna“. Espero que a banda se reestruture (se é que houve uma desestruturação) e siga o caminho que parece-me ser um tanto promissor.
Deixo abaixo a capa e a lista de faixas dessa última demo, que pode ser baixada por um link no próprio site da banda: www.litaniaater.com.

1. Emimetara
2. Oferenda a Bou-Hou
3. Prazer eterno
4. Último suspiro
5. Maithuna Sadhana
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::. O lado extremo de Sergipe: parte 2
Hora de falar de uma banda mais ‘obscura’ do que a do último post … A Litania Ater surgiu nos palcos há menos tempo que a Scarlet Peace, mas me causou uma boa impressão logo no primeiro show que os vi e ouvi.
Não lembro qual foi o festival, nem época, só sei que o corpse paint já foi logo causando impacto e avisando que vinha Black Metal pela frente. E para mim houve outras boas surpresas na ocasião: as letras do trio eram em português, o baterista também era o vocalista e os riffs eram mesmo matadores (no bom sentido)! Black Metal de primeríssima pelo menos aos ouvidos de alguém apenas iniciado no assunto, como eu. Outros chamariam de Black Thrash Metal, mas como sempre, o que importa é que é som dos bons.

Pelo que lembro, eles tocaram todas as músicas do primeiro CD demo, que eles já estavam lançando na ocasião: Sementes do Eterno Ódio. Os nomes das músicas dão uma ideia da temática seguida:
01 – Celebração das Almas em Fogo
02 – Chamado de Guerra
03 – Filhos da Guerra
04 – Inspiração dos Desejos Impuros
05 – Sob os Encantos da Crueldade
06 – Sementes do Eterno Ódio
A Litania Ater conseguiu me deixar ligado no show o tempo inteiro. As músicas “Chamado de Guerra” e “Sementes do Eterno Ódio” são especialmente boas, mas as outras também não deixam a desejar.
Lembro de ter visto algumas outras bandas de Black Metal nos shows em Aracaju, como a Inte (acho que é assim que escreve), a Maniac Frost and Flames, e talvez a Mystical Fire. Valem ser citadas, e com certeza quem acompanha o Black Metal em Aracaju há alguns anos conhece. Quem sabe em um próximo post falo mais sobre alguma delas…
Peguei a imagem da capa e a lista das músicas da Litania Ater no blog Aracaju Metal City. Aconselho a dar uma passada lá, pois tem outras coisas interessantes da cena aracajuana.
No próximo post pularei para as bandas de Death e Thrash Metal, que acho que têm sido a maioria pelas terras de Sergipe Del Rey.
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::. O lado extremo de Sergipe: parte 1
Aviso prévio: post com alto teor de rótulos, muitas vezes inúteis, mas que acho necessários em alguns momentos.
Quem freqüenta os shows de Metal em Sergipe, ou mais especificamente em Aracaju, sabe que há uma boa proporção de bandas que tocam estilos como Death, Black, Doom e Thrash, considerados as vertentes “extremas” do Heavy Metal. Festivais como o “Nordextremo” dão (ou davam) ainda mais destaque a essas bandas, que quase sempre estão mais ativas que aquelas de estilos mais “leves”, como Prog, Power, Melódico, Tradicional, etc.
Aqui vou falar de algumas bandas que merecem bastante atenção. Pra começar: Scarlet Peace.
A Scarlet Peace está na “estrada” há um bom tempo, pelo menos 13 anos. O som deles costuma ser categorizado como Doom Metal. A melancolia e a atmosfera passadas pelo teclado, os bons solos e a bateria mais cadenciada, são algumas de suas características. A intercalação com passagens mais rápidas, de heavy tradicional ou thrash, são detalhes que tornam as músicas da banda ainda mais interessantes. Acho que a Scarlet consegue agradar gregos e troianos dentro do cenário “metálico” de Sergipe, pois mesmo os que não gostam do estilo geralmente reconhecem a qualidade da banda.

Scarlet Peace
Eles possuem uma demo, chamada “Everything will die” (1998), e o EP “Into the Mind’s Labyrinth” (2004), o que daria material suficiente para um álbum completo, que infelizmente ainda não saiu. Dentre minhas músicas preferidas estão “Sunset”, que é praticamente um carro-chefe da banda, e “Falling”, capaz de deixar qualquer público praticamente em transe, acompanhando seu ritmo sombrio.
Abaixo deixo o videoclipe de Sunset, que é mais que suficiente pros curiosos se darem conta do que estou falando.
Após o lançamento do EP, a banda já compôs outras músicas e executou-as em alguns shows . No Youtube você pode verificar algumas delas, porém com uma qualidade baixa de som. Infelizmente não conheço bandas de estilo parecido com o da Scarlet em outros estados nordestinos, mas sem dúvida ela representa bem o Doom por essas terras.
Fiquem de olho nos próximos posts, que prometem ser ainda mais “extremos”.
Links úteis:
http://www.myspace.com/scarletpeace
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::. André Moreira: reforço sergipano no Ancesttral
Recentemente, eu soube que o baterista sergipano André Moreira foi efetivado na banda paulistana de Heavy/Thrash Metal Ancesttral, que estava temporariamente atuando com o baterista do Korzus, Rodrigo Oliveira.
André Moreira já atuou nas bandas Dirty Punk, Unholy Fire, Tchandala e Finitude. Com a Tchandala ele passou uns 8 anos, o que o fez ficar bem conhecido de quem frequentava os shows em Aracaju. Quando ele saiu da Tchandala para ingressar na Finitude, mostrou que continuava evoluindo e ganhando destaque na cena local e também nacional, já que a nova banda conseguiu bons releases de revistas e sites.
Agora André está em São Paulo, onde imagino que será mais fácil mostrar seu talento, devido à cena e ao mercado lá serem bem mais fortes que em Sergipe. Infelizmente essa “migração” acaba sendo quase uma necessidade, pros que querem se destacar, seja apenas um músico, ou uma banda inteira, como foi o caso da Alapada, banda sergipana que praticamente se mudou pra São Paulo, pra batalhar por um espaço.
Segundo o MySpace da Ancesttral, seu álbum de estréia, “The Famous Unknown”, foi eleito em 2007 o álbum de melhor capa nacional e o sexto melhor disco. Com esse lançamento a banda ainda ficou em terceiro lugar entre as bandas revelações do mesmo ano. Tudo isso pela votação realizada pela revista Roadie Crew.

No site da Ancesttral tem a seguinte declaração: “Nossa escolha foi muito difícil, tanto pelo bom desempenho de Billy Houster com o Ancesttral como pela disponibilidade de outros músicos. Agradecemos muito ao Rodrigo Oliveira, que agora seguirá detonando tudo em sua banda, Korzus”, diz Alexandre Grunheidt. “No entanto, a disposição do André Moreira e a vontade que ele mostrou bem antes de vir fazer o teste conosco nos impressionou muito. Quando sentou na batera e tocou as primeiras notas, sabíamos que ele tinha tudo para ser o novo baterista do Ancesttral”, completa Renato Canonico.

Apesar das últimas bandas de André serem mais voltadas por melódico, sua técnica e velocidade têm tudo pra encaixar bem no Thrash Metal da Ancesttral, como os próprios integrantes afirmaram. Sua experiência com os outros “sabores” do Metal pode inclusive ser uma contribuição interessante para o som da banda.
Espero que ele esteja se dando bem pelas terras paulistanas. E agora é esperar pra ver como virá o próximo álbum da Ancesttral, com esse sergipano, nativo de Propriá, à frente da batera.
Links:
http://www.myspace.com/andrmoreira
http://www.ancesttral.com/
http://www.myspace.com/ancesttral
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::. Deadly Fate: a banda que inspirou esse blog
A ideia que tive de escrever sobre Heavy Metal no nordeste teve várias motivações. O fato de eu ser aracajuano e agora estar morando em Recife com certeza foi importante, mas desde o início eu tinha pelo menos uma banda em mente: Deadly Fate.
Essa banda é de Natal – RN, e tive meu primeiro contato com ela num dos primeiros shows que fui em Aracaju, entre 2001 e 2002. Foi um festival que ocorreu no Parque da Sementeira, com grupos de vários estilos. Não tenho certeza, mas acredito que o nome do festival era Natal Metal, e não era pela origem da Deadly Fate, mas pela época do ano. Não pude assistir o show completo, mas as poucas impressões foram suficientes pra não esquecer da banda, que à época já era um grande destaque do metal nordestino.
Power metal melódico, talvez seja esse o rótulo que mais se encaixa pro Deadly Fate. Pra quem não liga pra isso ou não entende de rótulos, uma pequena mas boa amostra da banda está na música Metal Warriors, que felizmente tem um vídeo de uma apresentação ao vivo, publicado no Youtube:
Esse vídeo mostra boa parte das qualidades desses potiguares, mas é claro que só com o CD completo é que daria para tirar maiores conclusões. Outra música “Mother Nature’s Cry”, do mesmo álbum, tem um clipe não-oficial feito por um fã, que eu também incluo aqui para quem se interessar.
Ambas as composições são do álbum Secret Land, que aparentemente teve um pré-lançamento há alguns anos, mas ficou na “geladeira” até esse ano. Inclusive há uma resenha, datada de 2006, no site Novo Metal. Uma notícia de julho de 2009 confirma que o álbum só foi efetivamente lançado há pouco tempo, o que indica que talvez a resenha tenha sido a partir das músicas antes da mixagem final. Espero conseguir ouví-lo por inteiro e ainda mais, assistir novamente a um show desses potiguares, que fazem um som bem trabalhado. Até porque quando os ouvi pela primeira vez o álbum de trabalho era outro: Shine Again. Da época do lançamento desse CD tem uma entrevista interessante no Whiplash.
Tomara que os possíveis problemas que atrasaram o lançamento oficial do álbum mais recente estejam resolvidos, e que a banda entre em turnê pra valer, divulgando esse trabalho. Outra coisa que seria muito boa era a criação de uma página no MySpace ou recolocação da página oficial no ar, pois deu um trabalhinho pra achar material da banda.
Aos leitores assíduos deste blog, fiquem atentos que o próximo post chega jájá, e adianto que é sobre um certo baterista sergipano.
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::. Terra Prima: vem coisa boa por aí
De uns meses pra cá, venho acompanhando o blog da banda pernambucana Terra Prima. Esse blog vem servindo como diário das gravaçõs do primeiro álbum da banda, “And Life Begins”, que vêm ocorrendo em Recife e em São Paulo.
É bom ver a preocupação da banda em manter os fãs por dentro do que anda acontecendo antes do álbum ser lançado. Aparentemente o trabalho tem sido feito com bastante profissionalismo, e as amostras de 4 músicas que foram lançadas no MySpace comprovam isso. Gostei especialmente da faixa-título “And Life Begins”, mas as outras não deixam a desejar. Pena que cada uma só tem 1 minuto, o que me faz ficar ainda mais curioso para ouvir o álbum completo.
Participações como a de Gilmar “Bolla 8″, percussionista do Nação Zumbi, e Rafael Bittencourt, guitarrista do Angra, são outros bons motivos pra ficar de olho nesse lançamento. O detalhe curioso é que a participação de Rafael foi na gravação dos vocais, em vez da guitarra. Quem já prestou atenção nos “backing vocals” do Angra, ou já ouviu o “Brainworms I” do projeto solo do Bittencourt sabe que o cara canta “direitinho”
.
As gravações e mixagem estão na fase final, com a inclusão de alguns detalhes como zabumba, triângulo, ganzá e castanholas. Sim, vai ter até castanholas em uma das músicas, hehehe. Coisas de Metal Melódico, brasileiro e nordestino (só pra enfatizar). Espero que essa mistura toda fique bem dosada, o que não deve ser um trabalho fácil.
Ficamos à espera de mais novidades, já que o lançamento está previsto ainda pra esse ano. Quem quiser acompanhar esse andamento, acesse: terraprima.wordpress.com e www.myspace.com/terraprima .
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::. Sepultura e Angra em Recife
Vou fazer um (não tão) breve relato sobre minhas impressões desse show. Espero que ao menos nada importante fique de fora.
Comprei o ingresso com duas motivações em mente: oportunidade de ver como o Angra atual fica com a volta do baterista Ricardo Confessori, e curiosidade de assistir a um show do Sepultura pela primeira vez. A primeira motivação teve como retorno a boa sensação de que o Angra está conseguindo se adaptar bem às mudanças. Nunca duvidei que o Confessori teria competência pra adaptar a maioria das músicas em que o Aquiles Priester usava toda sua técnica, mas a minha surpresa foi ver que ele encarou o desafio de tocar algumas músicas de forma bem semelhante ao original. Em alguns casos a pegada mais forte substituía alguns pontos mais característicos do Aquiles.
Outro ponto positivo do Angra: bela seleção de músicas, desenterrando “Silence and distance”, “Lisbon” e “Make Believe”, entre outras dos 3 primeiros CDs, e trazendo “Nova Era” , “Acid Rain”, “Waiting Silence” e “Voice Commanding You” dos álbuns mais recentes. Pontos negativos: o microfone de Edu falhou em umas 3 músicas, sendo uma das falhas bem prolongada. Outra coisa: acho que se não fosse a “cola” na caixa de retorno, Edu não conseguiria cantar nem 1/3 de “Silence and distance”, dava até pena do esforço que ele fazia pra ler
. O som da guitara de Kiko estava baixo quase o show inteiro, prejudicando os solos de muitas músicas. Enfim, já vi apresentações melhores do grupo, mas pra um retorno depois de 2 anos, a gente, que é fã, dá um desconto.
O fato do Angra “abrir” pro Sepultura pode parecer injusto para muitos fãs, embora numa turnê conjunta dos dois isso não signifique muito. Mas ao assistir a apresentação do Sepultura, uma certeza crescia pra mim: pelo menos no palco, os caras estão num nível acima. Som excelente, presença de palco cativante e músicas pra detonar 99% das más impressões que eu tinha da banda. Se o Sepultura era melhor com Max e Igor, como muitos choramingam por aí, eu não posso afirmar, mas que a formação atual tem uma competência e qualidade fora do comum, eu não tenho dúvidas.
Das músicas que eu já conhecia, tocaram “Territory”, “Refuse/Resist”, “Sepulnation” e “Roots, Bloody Roots”. Esta última, causando um grande furor na galera. Ainda destaco “Filthy Rot” , do álbum mais recente, “A-Lex”, como sendo um outro grande ponto alto do show. Pra encerrar, os integrantes das duas bandas se reuniram pra “Jam Session”, perguntando o que o público queria ouvir: “Led Zeppelin, Black Sabbath, Iron Maiden”? Porém as pedras já estavam “cantadas”. Como nos outros shows da turnê, eles tocaram “Immigrant Song” do Led Zeppelin, com Edu comandando o vocal na maior parte do tempo, e “Paranoid” do Black Sabbath, com Derrick tomando a frente (com vocal “limpo”, é bom enfatizar).
Uma noite boa, de festa do Metal nacional. Tomara que nas próximas décadas outras bandas possam comemorar uma carreira de sucesso como o Angra e o Sepultura vêm fazendo. Boas candidatas não faltam!
Nota de repúdio: Segundo notícia publicada no Diário de Pernambuco, alguém jogou um saco com urina no rosto de Edu Falaschi. Esse tipo de atitude é uma selvageria sem tamanho. Não gosta da banda ou do vocalista, não ouça, vá tomar sua cerveja, bater papo, até vaiar, dependendo do caso, mas não pratique essas agressões, que desrespitam uma pessoa e um profissional, e que causam prejuízos a todos.
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::. Cadê os shows em Aracaju?
Nas últimas semanas, com o anúncio de alguns shows de bandas médias e grandes pelo Nordeste, vim sentindo um misto de alegria e decepção. A alegria por ver que os fãs de heavy metal da região estavam sendo valorizados, e sentir que os produtores de rock desses estados estão na ativa. Porém, a decepção deve-se ao meu querido estado, Sergipe, que ficou de fora da turnê conjunta do Angra e Sepultura, além da turnês das bandas gringas Omen e Strikemaster.
Há alguns anos a cena “underground” em Aracaju vêm decaindo e muito se especula sobre os motivos. Falta de apoio do público e de locais (baratos) pra se fazer shows decentes estão entre os principais. A bola da vez no papel de “bode expiatório” é o gosto do sergipano pelos covers. O festival Coverama é um sucesso, e está dando espaço a muitas bandas, tanto as “sérias”, que aproveitam o coverama pra tocar algo que gostam, mesmo que não seja seu trabalho autoral, quanto as que só são formadas pra tirar onda, exclusivamente pro festival. Se existe alguma culpa na existência do festival, é a menor de todas, pois duvido que sem ele o cenário estivesse melhor.
Tem muita gente que (diz que) curte rock, mas que não dá 5 reais prum show só de bandas “autorais“, do próprio estado, de outro estado ou até de outro país. Algo lamentável, que talvez seja hoje a regra, e não uma exceção. Desse jeito o ciclo vicioso prossegue: “não vou ao show porque não tem banda boa (sem nem conhecer)” => “não tem banda boa tocando porque ninguém vai aos shows” e assim por diante… Discussões sobre esse problema vem e voltam, pessoalmente ou virtualmente, em fóruns de comunidades do Orkut, como vi recentemente nas da banda “Aliquid” e da produtora “Rock Vivo”. Só sei que das várias pessoas que produziram shows nesses 8 anos que acompanho o underground aracajuano, praticamente todas cansaram ou desistiram. Seja pra bandas grandes ou pequenas, produzir um show de rock em Aracaju virou quase uma missão impossível, coisa de louco ou guerreiro persistente.
Uma luz no fim do túnel (tomara que não seja um trem) pareceu surgir quando vi recentemente que vai rolar o festival Zombeer Fest II, com o Andralls (SP), e mais as sergipanas Karne Krua, Inrisório e Nucleador. Show num local novo, com nome de “Casa do Rock”. Torço pra que o público compareça, e que pelo menos o problema de falta de local seja minimizado com essa “Casa do Rock”. A partir daí o futuro do rock sergipano dependeria mais da vontade e organização de bandas e produtoras e pararíamos de nos lamentar. Ainda tinha muita coisa a dizer sobre o assunto, tanto ideias minhas como de outras pessoas, que vi e ouvi pessoalmente e na Internet, mas tá bom demais. Espero que não fique pruma próxima e que as perspectivas melhorem!
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