All I needed was to be there there!!
Para bom apreciador de Radiohead, o título é bem explicativo e não há problemas quanto a digitação. Pra quem não conhece tanto, saberá que All I Need e There There foram duas das músicas que tocaram no show da banda no Rio e São Paulo.
Para não beirar o desespero por saber que a Line vendeu seu ingresso para uma amiga amazonense e eu aqui, quietinho, em minha pacata cidade, esperando uma oportunidade ideal para ver este grande show, resolvi me resguardar de notícias sobre os dois shows realizados nos dias 20 e 22 deste mês para hoje postar o que andei vasculhando sobre os eventos.
Para este post, andei me inspirando em vídeos do Radiohead e tocando algumas músicas de Los Hermanos no computador. Além disso, lendo posts em blogs de gente que foi ao show (dentre eles, Zeca Camargo) e quem fez o show (Bruno Medina, integrante da banda LH).
Embora algumas reclamações quanto limitação do volume do show dos Los Hermanos (por serem a banda de abertura do evento, seria isso possível de acontecer? Pois ocorreu!) e pela ordem das músicas, aparentemente o fascínio de ter uma banda que não tocava há cerca de dois anos de volta para uma breve apresentação e de uma banda estrangeira que emocionou diversos fãs de várias idades foi evidente. Uma pena os produtores de shows desse porte não observarem o material raro que tinham e verem que ambas as bandas tinham que ser colocadas no mesmo patamar. Tudo é aprendizado.
A seguir, relaciono a playlist do show destas duas bandas:
Los Hermanos (Show no Rio):
Todo Carnaval tem seu fim / O vencedor / Retrato para Iaiá / Último romance / Morena / Além do que se vê / O vento /Cher Antoine / A outra / Primeiro andar / Casa pré-fabricada / Deixa o verão / Cara estranho / Assim será / Condicional / Sentimental / Cadê teu suin? / A flor
Los Hermanos (Show em São Paulo):
Todo Carnaval tem seu fim / Primeiro andar / O vento / Além do que se vê / Condicional / Morena / Primeiro Andar / A outra / Cara estranho / Deixa o verão / Assim será / Cher Antoine / O vencedor / Retrato para Iá- Iá / ‘Casa pré-fabricada / Último romance / Sentimental / A flor
Não se espantem: a set list teve algumas diferenças e troca na ordem de execução, como citei acima. A meu ver, a colocação de algumas músicas
mais lentas misturadas com mais pesadas não foi favorável ao ritmo do show, tão criticado por fãs. Claro, todos muito felizes com o retorno da banda aos palcos em dois shows, mas que poderia ter sido melhor distribuída ninguém nega. As baladinhas como Sentimental e Além do Que Se Vê deram as quebras saudáveis para os casais, e a pouco tocada Cher Antoine deu o toque estrangeiro à banda. Ninguém filmou a rebolada de Thom Yorke na passagem de som da música Morena não? Deve ter sido legal!!
Já no set list de Radiohead:
“15 step”,“There there”, “All I need”, “Karma Police”, “Nude”, “Weird fishes/Arpeggi”,“The national anthem”, “The gloaming”, “Faust arp”, “No surprises”, “Jigsaw falling into place”, “Idioteque”, “I might be wrong”, “Street spirit (fade out)”, “Bodysnatchers”, “How to disappear completely”, “Videotape”, “Paranoid android” (fantástica!!), “House of cards” (“I don’t
want to be your frienddddd, I just waaaant to be your loveeerrr”), “Just”,“Everything in its right place”, “Kid A”, “You and whose army?”, “Reckoner” e “Creep”.
O pessoal ouvia Reckoner acreditando que não era a última música. Muitos esperavam o “Grand Finale” com Fake Plastic Trees, mas “Creep” foi a escolhida e, por que não, uma boa idéia? Muitos vídeos do youtube (mal gravados, por sinal, pelos fãs… mas ao menos teve registro para este pobre adorador que vos fala) se referem a esta última música. Basta buscar por “Radiohead São Paulo” para constar isso. Não sei exatamente onde eles encaixaram Fake Plastic Trees, mas meus blog-informantes falaram que foi inserida de alguam forma…
Bem que Thom Yorke poderia ter lido meu SMS pro celular dele pedindo pra gritar “Hello, who’s in the ER´s bunker?”. Aliás, acho que ele leu e gostou da idéia, pois ouvi ele gritando algo como “who’s in the bunker?”. Ô Thom, se você está lendo isso, ou algum fã ou simples leitor deste blog tem algo a comentar do show ou até mesmo esteve lá, poste e acrescente sua impressão desse evento.
Até a próxima!!
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Opa Folima…
) foi bem diferente do que eu esperava, mas fantástica.
Então, estive no show…
Não há palavra pra descrever o show do Radiohead…
É um momento único, que você deseja que não acabe e que quando acaba você tenta comparar a outros momentos tão significativos na sua vida.
Sou meio suspeito para falar sobre algo do Radiohead… pra mim é a banda mais importante e mais coesa da atualidade.
O show deles é uma soma de sensações. Além da música, é adicionado outro show a parte. A iluminação e as imagens do telão são simplesmente absurdas (no bom sentido, lógico). Fora isso, a presença de palco (que nesse dia o Thom estava empolgadíssimo e o Johnny Greenwood até falou — Sim sim…ele fala
Outra coisa que realmente me chamou mais atenção foi o público. Parecia que todos ali sentiam a mesma coisa e tinha combinado até certa situações. Um dos momentos mais “feelings” da noite (e por isso o público me chamou antenção) foi quando eles tocaram Exit Music. 30 mil pessoas em absoluto silêncio assutavam e ao mesmo tempo me davam arrepios ao ouvir o “wake..from your sleep”. O engraçado foi ouvir um “shhhh” de um amigo (Henrique) ao tentar comentar algo com ele.
Parece exagero esse tipo de comentário que estou fazendo, mas quase todos os posts e comentários que li sobre o show tão expressão o show desta maneira… meio que fantasiosos ou exagerados.
Acreditem… essa é exatemente a imagem que qualquer pessoal que realmente gosta da banda (e que espera esse momento a muitos anos) tem após o show.
Simplesmente incrível (como eu disse, “incrivel” ainda não é suficiente).
É isso…