Shaaman – Reason
por Adolfo Guimarães
Nota: 4.5/5
O segundo CD de uma banda é sempre aquela expectativa, pois é ele que vai ditar o caminho que a banda vai seguir, é ele que vai mostrar a idéia que os fãs tem da banda. No caso do Shaaman essa expectativa aumentou cada vez mais, primeiro por estarmos falando de uma das grandes bandas de metal do cenário atual, segundo por termos grandes integrantes já consagrados e que não têm mais nada a provar, terceiro pelo sucesso atingido com o primeiro álbum e por último pela demora que levou até a saída deste álbum. Só que nesse caso temos que deixar toda a expectativa criada de lado antes de escutarmos e fazer uma análise do Reason. Pra aqueles que acharam que o Shaaman se afastou um pouco do título de metal melódico no Ritual, vai ver que com o Reason o melódico ficou definitivamente fora, o cd está mais simples, sem muito virtuosismo constante e com características oitentistas em todo o cd. A primeira mudança é de cara perceptível, o cd não tem uma introdução que se tornou padrão em cds do estilo, gritos invocam o início e ele já embala com a primeira música Turn Away sem dúvida a música mais pesada que a banda já fez. Uma música com elementos típico dos anos 80 e que mostra o que a banda veio fazer e como vai ser seu trabalho daqui pra frente.
Depois do peso de Turn Away é necessário alguma coisa pra “acalmar”, eis o papel da faixa Título Reason. Uma música que fala de um tema complicado que é o suicídio mas que não impulsina ninguém a cortar os pulsos. Uma música muito boa, na minha opinião a melhor do cd que agrada e muito os ouvidos de quem a escuta, ela começa de forma bem lenta e acelera do meio para o fim. More é a próxima, e está aí mais uma surpresa desse cd. Mais ou menos um mês antes saiu na internet que o novo cd do Shaaman viria com um cover, muitos apostaram em nomes bem conhecidos, mas poucos apostaram em Systers of Mercy, pois essa foi a escolhida. Escutei a original antes de escutar a versão da banda e achei uma música mais ou menos, um tanto chata e fiquei pensando se eles tinham acertado na escolha. Mais uma vez eles acertaram sim, André Matos e cia encaixaram a música no estilo do cd, encurtaram-na e tornaram um bom hit que surpreende. Destaque para as partes em que o vocalista tenta imitar a voz original. A próxima é Innocence, uma típica balada e a primeira música escolhida como trabalho. Essa é uma balada muito mais introspectiva do que Fairy Tale do Ritual, destaque sem dúvidas para a interpretação de André Matos. A próxima faixa é Scarred Forever, após uma grande acalmada nos ânimos com Innocence, o início dessa próxima faixa nos faz pensar que continuaríamos no mesmo nível, mas eis que o grande destaque do cd Luis Mariutti aparece junto com a voz rasgada do André e aí começa uma música forte e de um ritmo bem direto. Destaque para o refrão dessa faixa. Seguindo com o cd, vem a música que mais causou estranheza para os fãs, que mais preocupou e que foi vistos por muito com um pé atrás. Estou falando de In The Night, isso tudo pela faixa iniciar com alguns elementos eletrônicos. Não se assustem, não é nada muito new metal como alguns chegaram a afirmar. De forma extremamente controlada e misturadas com um forte teclado, essa cobinação soa diferente mas de muito bom gosto e dá um toque na música que tem uma das melodia mas bem arranjadas do álbum. Quebrando um pouco entra a próxima Rough Stone, uma música que começa com uma melodia baseada em teclados e emenda a voz suave do André Matos dando um tom um tanto melancólica, com batidas fortes em seguidas a música cresce durante sua execução e caí em um refrão bem rápido. A próxima é Iron Soul outra muito boa e está entre as minhas preferidas, alguns apostam que elas seja mais um grande hit do shaaman junto com as já consagradas Here I Am do Ritual e da época do Angra Carry On e Lisbon. Realmente essa música pela suas características de ser rápida e com uma melodia simples tende a ser mais um hit. A penúltima faixa é a raiz mais próxima do Ritual, Trail of Tears lembra bem as canções do Ritual e mostra que o shaaman do primeiro cd ainda está influenciando nessa nossa fase. Para finalizar o cd, eis que temos “Born to be”, uma quase balada que mistura bem esses dois lados da banda: peso e balada. O instrumental quase todo baseado em teclado e fortes pegadas de guitarra é que encerra este cd, a música culmina em passos e em uma porta se fechando que aparentemente não tem nenhum significado, mas segundo o André Matos(vocal) tem uma relação com os gritos no inicio do cd.
Esse foi o segundo álbum do Shaaman, um álbum que soava estranho nas primeiras audições, mas que hoje sem dúvida vale o reconhecimento de um grande álbum.
01. Turn Away
02. Reason
03. More (Sisters of Mercy Cover)
04. Innocence
05. Scarred Forever
06. In the Night
07. Rough Stone
08. Iron Soul
09. Trail of Tears
10. Born to Be
Line Up
Andre Matos – vocais
Luis Mariutti – baixo
Hugo Mariutti – guitarra
Ricardo Confessori – bateria
O segundo CD de uma banda é sempre aquela expectativa, pois é ele que vai ditar o caminho que a banda vai seguir, é ele que vai mostrar a idéia que os fãs tem da banda. No caso do Shaaman essa expectativa aumentou cada vez mais, primeiro por estarmos falando de uma das grandes bandas de metal do cenário atual, segundo por termos grandes integrantes já consagrados e que não têm mais nada a provar, terceiro pelo sucesso atingido com o primeiro álbum e por último pela demora que levou até a saída deste álbum. Só que nesse caso temos que deixar toda a expectativa criada de lado antes de escutarmos e fazer uma análise do Reason. Pra aqueles que acharam que o Shaaman se afastou um pouco do título de metal melódico no Ritual, vai ver que com o Reason o melódico ficou definitivamente fora, o cd está mais simples, sem muito virtuosismo constante e com características oitentistas em todo o cd. A primeira mudança é de cara perceptível, o cd não tem uma introdução que se tornou padrão em cds do estilo, gritos invocam o início e ele já embala com a primeira música Turn Away sem dúvida a música mais pesada que a banda já fez. Uma música com elementos típico dos anos 80 e que mostra o que a banda veio fazer e como vai ser seu trabalho daqui pra frente.
Depois do peso de Turn Away é necessário alguma coisa pra “acalmar”, eis o papel da faixa Título Reason. Uma música que fala de um tema complicado que é o suicídio mas que não impulsina ninguém a cortar os pulsos. Uma música muito boa, na minha opinião a melhor do cd que agrada e muito os ouvidos de quem a escuta, ela começa de forma bem lenta e acelera do meio para o fim. More é a próxima, e está aí mais uma surpresa desse cd. Mais ou menos um mês antes saiu na internet que o novo cd do Shaaman viria com um cover, muitos apostaram em nomes bem conhecidos, mas poucos apostaram em Systers of Mercy, pois essa foi a escolhida. Escutei a original antes de escutar a versão da banda e achei uma música mais ou menos, um tanto chata e fiquei pensando se eles tinham acertado na escolha. Mais uma vez eles acertaram sim, André Matos e cia encaixaram a música no estilo do cd, encurtaram-na e tornaram um bom hit que surpreende. Destaque para as partes em que o vocalista tenta imitar a voz original. A próxima é Innocence, uma típica balada e a primeira música escolhida como trabalho. Essa é uma balada muito mais introspectiva do que Fairy Tale do Ritual, destaque sem dúvidas para a interpretação de André Matos. A próxima faixa é Scarred Forever, após uma grande acalmada nos ânimos com Innocence, o início dessa próxima faixa nos faz pensar que continuaríamos no mesmo nível, mas eis que o grande destaque do cd Luis Mariutti aparece junto com a voz rasgada do André e aí começa uma música forte e de um ritmo bem direto. Destaque para o refrão dessa faixa. Seguindo com o cd, vem a música que mais causou estranheza para os fãs, que mais preocupou e que foi vistos por muito com um pé atrás. Estou falando de In The Night, isso tudo pela faixa iniciar com alguns elementos eletrônicos. Não se assustem, não é nada muito new metal como alguns chegaram a afirmar. De forma extremamente controlada e misturadas com um forte teclado, essa cobinação soa diferente mas de muito bom gosto e dá um toque na música que tem uma das melodia mas bem arranjadas do álbum. Quebrando um pouco entra a próxima Rough Stone, uma música que começa com uma melodia baseada em teclados e emenda a voz suave do André Matos dando um tom um tanto melancólica, com batidas fortes em seguidas a música cresce durante sua execução e caí em um refrão bem rápido. A próxima é Iron Soul outra muito boa e está entre as minhas preferidas, alguns apostam que elas seja mais um grande hit do shaaman junto com as já consagradas Here I Am do Ritual e da época do Angra Carry On e Lisbon. Realmente essa música pela suas características de ser rápida e com uma melodia simples tende a ser mais um hit. A penúltima faixa é a raiz mais próxima do Ritual, Trail of Tears lembra bem as canções do Ritual e mostra que o shaaman do primeiro cd ainda está influenciando nessa nossa fase. Para finalizar o cd, eis que temos “Born to be”, uma quase balada que mistura bem esses dois lados da banda: peso e balada. O instrumental quase todo baseado em teclado e fortes pegadas de guitarra é que encerra este cd, a música culmina em passos e em uma porta se fechando que aparentemente não tem nenhum significado, mas segundo o André Matos(vocal) tem uma relação com os gritos no inicio do cd.
Esse foi o segundo álbum do Shaaman, um álbum que soava estranho nas primeiras audições, mas que hoje sem dúvida vale o reconhecimento de um grande álbum.
01. Turn Away
02. Reason
03. More (Sisters of Mercy Cover)
04. Innocence
05. Scarred Forever
06. In the Night
07. Rough Stone
08. Iron Soul
09. Trail of Tears
10. Born to Be
Line Up
Andre Matos – vocais
Luis Mariutti – baixo
Hugo Mariutti – guitarra
Ricardo Confessori – bateria
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